domingo, 24 de abril de 2011

Feliz Páscoa

Oie, bem hoje é páscoa né? Então vou postar algumas imagens de páscoa que foram muito difíceis de achar pra vocês!!!














Bem... então é isso. Feliz Páscoa pra todos!!! Até a próxima postagem... Ja ne!

sábado, 23 de abril de 2011

Ação Magazine

Oi gente, já faz um tempo que eu tô sem inspiração pro blog e às vezes fico sem ideia pra postar. Ainda bem que eu posso contar com a ajuda do Itsuki ^^ que já me ajudou várias vezes no blog. Hoje eu vou falar sobre a "Ação Magazine"


A Ação Magazine veio para implantar o mais bem-sucedido modelo internacional de publicar quadrinhos no Brasil! No Japão, as revistas em quadrinhos são serializadas em almanaques com várias histórias, e cada almanaque tem seu próprio direcionamento de mercado. Graças a um sistema de feedback baseado em questionários de público, se fecha o público alvo e se criam franquias bem-direcionadas, que já são oferecidas para licenciamentos testadas e aprovadas, com uma base sólida de leitores. Com isso, títulos como a Shonen Jump e a Shonen Magazine, no Japão, se tornaram grandes sucessos de público, com tiragens que ultrapassam o milhão de exemplares. Além disso, a escolha do público remove as séries sem futuro comercial, garantindo que surja espaço para novas ideias potencialmente vencedoras, gerando assim um dos maiores laboratórios para licenciamentos já criados – como indicam sucessos mundiais como Cavaleiros do Zodíaco e Dragon Ball Z.

Sucessos como Mônica Jovem, que sob o rótulo de Mangá, conseguem atingir tiragens vencedoras de 400.000 exemplares por mês, mostram o potencial comercial desse segmento no Brasil.
A Ação Magazine pretende entrar em atividade inicialmente com seis séries, que passarão a ser veiculadas regularmente. Além disso, a revista será complementada com artigos e matérias de interesse jovem, e uma postura editorial que valoriza proatividade, iniciativa, a comunicação com o público jovem de hoje e o diálogo com o leitor em seus próprios termos, além de servir de campo de profissionalização de autores brasileiros, falando para leitores igualmente brasileiros.

Créditos a Itsuki Kotaro pela ideia da postagem *-*
Quem quiser saber mais sobre ele e o fórum dele: http://ouroboros-project.forumeiro.com/t31-itsuki-kotaro-pensamentos-viram-poemas

Ja ne

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Figures

Olá galera!!! Hoje vou postar umas figures de anime. Figures são aqueles bonequinhos kawaii que imitam os personagens de animes. :)
Algumas figures são tão lindas *-* fico encantada e curiosa em saber como os japoneses conseguem fazer figures tão perfeitas! Então vamos as imagens ^^
















Espero que tenham gostado das figures! Kissus ;* Ja ne.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

O medo da energia do átomo

Olá galera!!! Sei que dei umas sumidinhas mas é só porque esse mês não tive tempo de fazer nada. Esse mês teve as provas bimestrais, meu aniversário, que foi dia 7 .E agora, como estou no 2º ano, vou ter aula de manhã e a tarde nas segundas, ou seja tenho pouquíssimo tempo para o blog! Então eu me viro com o tempo que tenho. Me desculpe se eu fico muito tempo sem postar, mas vou tentar mudar isso. Obrigada pela atenção de todos . Bem, chega de enrolação, sei que muita gente já esqueceu o que aconteceu com o Japão no último mês, mas vou continuar postando todos os detalhes da tragédia, quem quiser acompanhar, fico muito grata!

O medo da energia do átomo:

"A explosão no complexo nuclear de Fukushima, no Japão, é o pior desastre envolvendo radiação desde o derretimento de um dos reatores da usina de Chernobyl, na Ucrânia, em abril de 1986. Descontrolados depois do terremoto e do tsunami que abateram sobre o Japão, os seis reatores de Fukushima já deixaram escapar radiação em níveis preocupantes.
  A gravidade do desastre ainda é tema de debate entre os especialistas. O maior risco é o derretimento de um dos reatores. Isso ampliaria a contaminação e tornaria inabitável por décadas uma região com o triplo da área do município de São Paulo ─ em um país de extensão territorial exígua. Na melhor das hipóteses, haverá um aumento na incidência dos mais variados tipos de câncer nas populações mais expostas. Na pior, a tragédia poderá reviver o horror radioativo que sucedeu ao bombardeamento atômico de Hiroshima e Nagasaki em 1945.  

Diante desse sentimento, é inevitável que a energia nuclear ─ ainda que essencial para a economia japonesa ─ passe a enfrentar maior resistência no país. Aumentará, sem dúvida, o uso de fontes energéticas poluentes, como gás natural ou carvão. Por causa do dano de imagem num momento em que a energia do átomo começava a ser vista como alternativa limpa e segura ao carvão e ao petróleo, a expansão nuclear pode perder fôlego no planeta. Mas dificilmente parará. Ao que tudo indica, os países que planejavam construir usinas atômicas ─ como Estados Unidos, Rússia, Índia e China ─ manterão seus planos. Aqueles onde há maior resistência à energia nuclear ─ como Alemanha ou Suíça ─ deverão acelerar a desativação de suas usinas. A resistência de muitos tende, porém, a arrefecer no mesmo ritmo em que a radiação de Fukushima se dissipar.
   No Brasil, os adversários da expansão de nosso parque nuclear usarão o Japão como emblema dos limites dessa tecnologia. A eficácia dessa argumentação dependerá das consequências do acidente. O governo brasileiro parece pouco inclinado a considerar qualquer pressão externa em seus planos de construir quatro novas usinas no Nordeste, além da central de Angra 3, no Rio de Janeiro. À medida que essas centrais nucleares se expandirem pelo país, teremos de aprender a conviver com os riscos ─ e com o medo ─ que elas trazem. O exemplo japonês revela que, acima de tudo, devemos cobrar o maior nível possível de transparência de nossas autoridades."

Boa noite pra todos!!! Informo que a partir da próxima postagem o blog volta às suas atividades normais. Kissus ;*

sábado, 16 de abril de 2011

O drama dos brasileiros que vivem no Japão

Olá galera!!! Hoje vou postar mais sobre a tragédia no Japão. Acompanhem a matéria :)

" Do professor ao jogador de futebol, os relatos sobre quem viveu o terremoto e o tsunami ─ sem ter a experiência dos japoneses

A histórica convivência dos japoneses com desastres naturais, como o terremoto e o tsunami da semana retrasada, transformou-os num povo habituado a esse tipo de situação. Para quem vem de fora, é claro, é difícil tratar um fenômeno tão devastador como algo esperado. A maior parte dos 254 mil brasileiros que vivem no Japão, de acordo com a estimativa da Embaixada do Brasil em Tóquio, reagiu com apreensão. "Estava no trabalho e tudo balançou muito forte. Fomos liberados, mas, ao chegar à rua, vimos que nada mais funcionava. Transportes públicos, semáforos, trens, tudo tinha parado. Foi uma situação difícil", diz o professor da Universidade Católica de Brasília (UCB) Miguel Kamiunten, de 42 anos, que coordena um projeto de ensino à distância no Japão com cerca de 100 alunos brasileiros ─ a maioria concentrada em Tóquio.
   Embora estivesse na capital japonesa, distante cerca de 350 quilômetros ao sul de Sendai, a cidade mais próxima do epicentro do tremor, Kamiunten conta que a cidade ficou caótica de repente. "Tudo piorou muito depois que as pessoas perceberam quão difícil seria chegar em casa", afirma. "Vi lojas de bicicletas vender todo o estoque rápido. Na rua, patinetes e bicicletas encostados eram roubados. A quantidade de gente era muito grande, e ninguém tinha o que fazer a não ser caminhar."


Por causa do terremoto, as tubulações de gás em algumas partes de Tóquio romperam, causando incêndios e mais confusão. "Vi algumas casas pegando fogo por causa de vazamentos de gás, e a cidade está um caos."
   O maior problema, segundo Kamiunten, foi a queda generalizada nos sistemas de telefonia. Somada à grande quantidade de gente querendo entrar em contato com familiares no Japão, ficou ainda mais difícil localizar as pessoas nas províncias mais atingidas pelo tsunami, ao norte do país. Foi tensa a espera por informações da família do jogador de futebol Max Carrasco, de 26 anos. Ele atua no clube Vegalta Sendai, da primeira divisão da Liga Japonesa de Futebol (J-League), desde julho do ano passado, quando foi emprestado pelo Ipatinga, um time do interior de Minas Gerais. Os parentes ficaram horas sem saber como estava Max, até que um telefonema na manhã da sexta-feira os aliviou. Era a mulher de Max. "Eles disseram que estava bem e que tiveram sorte porque moram longe da costa e do aeroporto de Sendai, onde os estragos foram muito maiores", disse a mãe de Max, Clarice Carrasco, de Guariba, no interior paulista, onde a família vive.


Max tem um colega brasileiro do time de Sendai, o atacante Marcos Gomes de Araújo, de 34 anos, mais conhecido como Marquinhos Cambalhota. Marcos já morava no Japão desde 2001, quando deixou o Coritiba. Ele também morava numa região alta de Sendai e não sofreu ferimento. Até dia 14 de março, o Ministério das Relações Exteriores do Japão informara à Embaixada do Brasilque nenhum brasileiro estava entre a lista de mortos pelo terremoto e pelo tsunami.
 A maior parte da comunidade brasileira no Japão vive em Tóquio e nas cidades de Nagoya e Hamamatsu, onde há consulados do Brasil. Quase todos são atraídos por salários melhores nas fábricas japonesas. Essa é a principal razão para não haver muitos brasileiros na região mais atingida pelo tremor.  Segundo a Associação Miyagui Kenjikai do Brasil, que reúne em São Paulo os descendentes de japoneses dessa província, há algo entre 2 mil e 3 mil brasileiros vivendo em Miyagui ─ a maioria na capital, Sendai.


Ao norte de Miyagui, a província de Iwate também foi afetada pelo abalo. De acordo com Hiroaki Chida, presidente da Associação Cultural e Assistencial Iwate Kenjinkai do Brasil, que representa a província no país, havia poucas informações sobre os brasileiros de lá. "Tentei ligar para 23 pessoas em Iwate, mas só consegui falar com um parente. Ele disse que foi o terremoto mais violento que já viu, mas a cidade não foi tão destruída", afirma. "O governo de Iwate não atende os telefonemas, seja para telefone fixo ou para celular."
   Depois do terremoto principal, muitos outros tremores secundários foram sentidos ao longo do dia 11 de março no Japão. Alguns chegaram a magnitudes superiores a 6,5 na escala Richter, um nível que os japoneses nem consideram tão forte, mas que assusta quem não está acostumado a sentir a terra tremer. Embora tenham passado por uma situação tão complicada, nenhum dos brasileiros disse querer voltar para cá. E, pelo menos desde o dia 11 de março, já estão um pouco mais preparados para o que possa vir pela frente num país marcado por tragédias naturais.
Artigo retirado da revista "Época".

Ja ne pessoal!!! Embora muitos já tenham até esquecido da tragédia japonesa, vou continuar a postar todos os detalhes sobre este terrível desastre! Boa noite para todos ^^

quarta-feira, 16 de março de 2011

Um pesadelo para todos os Otakus

Oi gente, escrevo esta postagem muito triste e chocada com tudo que aconteceu com nosso querido país: Japão! Quando eu soube do que tinha acontecido, não pude nem acreditar, toda aquela imensa área do Japão debaixo d'água!!! E logo a cidade de Tóquio, que era uma das maiores do mundo!!! Primeiro vieram os terremotos, e após alguns minutos, as ondas de 10 metros de altura cobriram a vasta região do norte/noroeste do Japão que ficou submersa.


"Às 14h46 da última sexta-feira (2h46 no horário de Brasília), o Japão teve o maior tremor já registrado em 140 anos de medição no país, com 8,9 graus na escala Richter e epicentro a cerca de 125 quilômetros da costa nordeste, provocou um tsunami. Na província de Fukushima, ondas de mais de 7,3 metros destruíram 2 mil casas e edifícios. O eixo terrestre deslocou 10 centímetros.


Da formação do tsunami até as primeiras ondas atingirem a costa, levando diques, lama e destroços, passaram-se cerca de 15 minutos. Às 15h30, o cenário era de devastação. A velocidade das ondas foi comparada à de um avião em cruzeiro. Navios foram arrastados por quilômetros para dentro do continente. As ondas invadiram as pistas do aeroporto de Sendai e sua força varreu aviões. Carros em fuga sugados para o mar de lama foram flagrados por câmeras da NHK ─ a TV estatal japonesa ─ em helicópteros. A usina atômica costeira de Fukushima foi atingida pelo tsunami, provocando um alerta nuclear. O governo confirmou o vazamento de vapor radioativo. No início da manhã do sábado no Japão, o risco era de uma explosão do reator. Mesmo para um povo preparado para a tragédia, a dimensão do que aconteceu foi aterrorizante. A palavra que as testemunhas mais repetiam era "kowai": "Medo!".


Até o dia 14 de março, estavam confirmadas 350 mortes e havia 550 desaparecidos na tragédia. Os números finais só devem ser conhecidos depois de meses ou até anos (a contabilidade de mortos no terremoto de Kobe foi atualizada durante dez anos). A dor causada pelas mortes e pela destruição será inesquecível. "Meu carro foi suspenso e arrastado", dizia Kazuyoshi Abe, de Ishinomaki, na província de Miyagui, cerca de cinco horas depois do tsunami. "Fiquei preso. Não consigo sair. A água continua a subir." A cada novo abalo, o nível da água subia mais. Junyo Koshigaya, de 68 anos, estava próximo de um dique quando aconteceu o terremoto. Ele entrou no carro e correu para casa, num ponto alto da cidade de Soma, em Fukushima. "Quando vi, uma onda de 5 metros engoliu a vila lá embaixo." Sua mulher quase foi tragada. "Meu carro foi levado. Achei que ia morrer", diz ela.



O relato e o cenário de devastação, entretanto, não devem obscurecer a notícia mais impressionante que emerge da tragédia: não número de vidas perdidas ─ mas o número de vidas salvas, graças a disciplina e ao planejamento do Japão para esse tipo de catástrofe. As medidas preventivas foram responsáveis pela proteção de mais de 8,7 milhões de vidas, a população das quatro províncias costeiras mais afetadas (Miyagui, Iwate, Fukushima e Ibaraki). O tremor foi dez vezes mais intenso que o então maior sismo da história do Japão, de 7,9 graus, em 1923, na região de Tóquio.


Naquela catástrofe, 140 mil morreram. É gritante a diferença na mortalidade provocada por um tremor de mais de 8 graus hoje em relação à década de 1920, quando o país tinha uma população de menos da metade dos atuais 126,9 milhões de habitantes. Também está fresco na memória o cataclismo no Haiti, em janeiro do ano passado, um sismo de 7 graus que matou 230 mil. Basta comparar esses números ao saldo do terremoto da semana passada para perceber como o Japão está preparado para enfrentar os infortúnios de sua situação geográfica.


Qual é o segredo desse preparo? Que lições o Japão poderia trazer para países como o Brasil, às voltas com catástrofes naturais cada vez mais frequentese mortíferas? A primeira dessas lições ─ e a mais importante ─ é a construção e manutenção de uma estrutura de alerta eficaz, que envolve toda a comunidade. Os avisos por TV, rádio e alarmes começam minutos antes de ocorrer o tremor. Quando os equipamentos sismológicos detectam movimentos, há anúncios nos meios de comunicação indicando as regiões que poderam ser afetadas. Após o tremor, são informados o epicentro, a magnitude e a possibilidade de formação das ondas gigantes. Apesar de haver apenas 15 minutos entre o tremor e a chegada do tsunami na semana passada, esse intervalo foi suficiente para orientar a população a subir em prédios de concreto e se abrigar acima do 3º andar.


Logo após o tremor, a companhia de telefonia NTT divulgou um telefone e um site em que era possível conhecer as áreas de risco e saber como evitá-las. Isso só é possível numa sociedade em que o sistema de alerta para desastres é totalmente integrado e mapeado. É ele que torna viáveis a divulgação rápida das informações e a mobilização de um grande número de órgãos e depessoas de modo coordenado.
   A segunda lição do Japão é justamente a orientação e educação do povo para as horas de tragédia. Os japoneses sabem que devem se informar sobre tsunamis após os terremotos. O fenômeno é tão comum no país que o termo nipônico que batiza essas ondas consagrou-se em todo o mundo. A intensidade do tsunami é classificada em três categorias. Todos no país sabem o que significa cada uma e entendem a escala que define a magnitude dos abalos sísmicos. Depois de um terremoto, o risco de vazamentos de gases é altíssimo. Os japoneses sabem que nunca devem acender cigarros ou fogo após os tremores.


Esse alerta foi reforçado bastante depois do terremoto de Kobe, quando a cidade inteira foi tomada pelas chamas. Mesmo com toda a prevenção, desta vez, novamente algumas cidades, como Kesennuma, em Miyagi, acabaram incendiadas. Certamente, mais medidas para prevenir o fogo depois dos tremores serão tomadas daqui para a frente. E os japoneses deverão usar a forma mais eficaz de difundir as lições que aprenderem: levar o tema para as salas de aula. Nas escolas, ninguém faz cara feia quando toca o alarme de simulação de desastre.
   A terceira lição é a disciplina e a organização nos momentos de evacuação. A população é avisada e deslocada, principalmente, para as escolas. Além dos estabelecimentos de ensino ─ todo japonês conhece a escola mais próxima de sua casa ─, praças e parques têm grandes placas indicando que são refúgios em caso de emergência. As rotas seguras para esses locais são divulgadas amplamente. E logo são montados centros de atendimento aos desabrigados.


Um dos fatores críticos que tornam obrigatório um sistema eficaz de evacuação são os 55 reatores nucleares do país. Assim que foi decretada a emergência nuclear em Fukushima, 3 mil pessoas foram retiradas de um raio de 3 quilômetros do entorno da usina. Militares e policiais foram mobilizados para bater de porta em porta e comunicar a necessidade de deixar a região. Depois de nova avaliação, moradores em um raio de 3 a 10 quilômetros em volta da usina, já de sobreaviso para a possibilidade de abandonar seus imóveis, foram retirados, pois os técnicos não conseguiam resfriar um dos reatores.
   A quarta lição dos japoneses é a organização no atendimento aos desabrigados. Em épocas de frio, como o rigoroso inverno que o Japão enfrenta, as prefeituras têm estoques de cobertores para distribuir nos abrigos. Mantimentos também são oferecidos, e o sistema para receber donativos é rapidamente estruturado. As empresas privadas também se mobilizam.


A quinta lição dos japoneses é a tentativa de organizar o caos em meio à tragédia. Com os terremotos, os transportes públicos são imediatamente paralisados. Quem está nos trens sabe que deve aguardar o tempo que for para viajar com segurança. As linhas ferroviárias só voltam a funcionar depois de verificados os danos. Nas estações de trens, cartazes são escritos a todo o instante relatando a situação. Após o tremor, milhares de pessoas estavam sentadas, dentro dos vagões, esperando ordens, sem quebra-quebra. Nas ruas de Tóquio, uma multidão se deslocava. Para quem está acostumado à ordem do dia a dia do Japão, a situação era caótica. Bicicletas ─ um transporte comum no país ─ esgotaram-se nas lojas e muitas estacionadas nas ruas foram furtadas, segundo relatou o professor brasileiro Miguel Kamiunten, da Universidade Católica de Brasília (UCB), que está em Tóquio. Perto do quadro de violência e saques que se viu após as tragédias do Haiti e do Chile, no ano passado, havia ali um exemplo de organização.
   A sexta lição é o envolvimento das autoridades. O primeiro-ministro, Naoto Kan, ─ com o governo envolvido num escândalo político ─, fez um pronunciamento para esclarecer à nação o que acontecia e anunciou a criação de um ministério para reconstruir o país. "O governo fará o esforço máximo para garantir a segurança de todas as pessoas e conter os danos do mínimo", disse. Ainda é cedo para saber se o envolvimento de Kan bastará para segurá-lo no cargo.


Além da preocupação em manter os japoneses informados, os políticos mostraram agilidade e humildade ao solicitar ajuda externa. O ministro das Relações Exteriores, recém-nomeado, não hesitou em pedir socorro aos Estados Unidos. Há 47 mil militares americanos no Japão. O presidente Barack Obama disse a Kan que enviaria o apoio necessário. “As imagens de destruição do Japão são simplesmente devastadoras”, afirmou Obama. A presença das tropas americanas no arquipélago, desde a derrota da Segunda Guerra Mundial, é motivo de constantes protestos de grupos da sociedade nipônica. Diante do tamanho do desastre, porém, nem o governo japonês, nem a população questionaram a necessidade de aceitar qualquer ajuda possível.
   Investir em tecnologias para evitar as tragédias é a sétima ─ e fundamental ─ lição da experiência japonesa. “Eles têm os melhores sistemas de detecção do mundo”, diz Carlos Nobre, secretário de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento do Ministério da Ciência e Tecnologia. “Conseguem calcular o tamanho da onda e quanto tempo ela vai demorar para chegar à costa”. Nobre participa do grupo que pretende implementar no Brasil um sistema de alerta para tragédias climáticas de grandes proporções ─ e visitou recentemente o Japão para estudar o sistema local de alerta.



Em algumas praias e regiões mais suscetíveis a tsunamis, há barreiras altíssimas. Alguns desses diques se romperam. Há agora o debate sobre a eficiência dessa técnica para proteger a costa. Os críticos argumentam que ela ampliou a força da água, quando as estruturas não resistiram mais. Os japoneses analisarão agora essa questão e farão os ajustes necessários, numa espiral de avaliação e aperfeiçoamento tecnológico constantes. “Terremotos acontecem a qualquer hora, sem mandar recado”, diz Lucas Vieira Barros, chefe do Observatório Sismológico da Universidade de Brasília (UnB). “Com a tecnologia, é possível localizá-los, calcular sua magnitude e prever o impacto em áreas críticas”.
   Uma oitava lição japonesa é o absoluto rigor das normas de ocupação do solo e das regras para a qualidade das construções. Em prédios altos, é obrigatório um sistema que evite o desmoronamento com fortes abalos. O tremor da sexta-feira passada foi sentido com força em diversas regiões do país, mas os prédios nas regiões que não foram atingidas pelo tsunami permaneceram, em sua maioria, de pé.


O nono e principal ensinamento da política de prevenção de desastres dos japoneses é nunca esquecer as lições de cada tragédia. Em São Paulo, o presidente da Associação da província Miyagi no Brasil, Koichi Nakazawa, de 67 anos, personifica esse espírito. Ao ver as imagens de sua terra natal devastada, ele fala do tsunami a que assistiu há 50 anos, provocado na ocasião por um terremoto distante, no Chile. "Desta vez é muito pior. Quando eu tinha 17 anos, o tsunami veio muito mais devagar", diz. Nakazawa conseguiu contato com seus familiares em Miyagi por e-mail. Os parentes estavam bem, mas a casa deles, à beira-mar, fora praticamente destruída. "Isso acontece logo neste período econômico difícil que o Japão atravessa", afirma.
   Passado o momento de socorro emergencial às vítimas, chegará a fase que a nação, devastada por terremotos e bombas atômicas, conhece bem: a reconstrução. Kobe, destruída há mais de 15 anos, foi reerguida. Os vestígios do que foi derrubado e queimado ficaram apenas nos monumentos e na memória dos que viveram a catástrofe. Para reforçar as lições que aprendeu em cada uma de suas tragédias, o Japão celebra o Dia da Prevenção a Desastres. É 1º de setembro, aniversário do terremoto de 1923. A partir de agora, 11 de março e seus mortos também estarão nas mentes japonesas.

Os 10 maiores terremotos

O tremor de Sendai é o quinto mais forte registrado desde 1900 (data a partir da qual os registros são confiáveis)

Local e data                                                   Intensidade
----------------------------------------------------------------------
Valdívia, Chile (1960)                                     9,5
Alasca, EUA (1964)                                       9,2
Sumatra, Oceano Índico (2004)                      9,1
Kamchatka, Rússia (1952)                              9,0
Sendai, Japão (11 mar. 2011)                       8,9
Arica, Chile (2010)                                          8,8
Equador (1906)                                               8,8
Alasca, EUA (1965)                                        8,7
Sumatra, Oceano Índico (2007)                       8,6
10º Assam, Tibete (1950)                                     8,6

Por que tantos tremores?

O Japão fica em cima da confluência de quatro placas subterrâneas que sustentam partes da Ásia, da Oceania e do Pacífico. Essas placas, chamadas tectônicas, se movem centímetros por ano e fazem pressão umas nas outras. A energia acumulada dessas pressões é liberada na forma de terremotos. Quando o abalo é no mar, o tremor pode gerar ondas gigantescas, os tsunamis. "

* Artigo retirado da revista ÉPOCA

Minha enoooorme postagem termina aqui, peço desculpa aos meus leitores por não ter postado nada sobre essa catástrofe antes, gastei muito tempo para publicar esse artigo (quase uma semana), mas é de fundamental importância que todos saibam o quanto foi desastrosa a tragédia ocorrida no Japão na última sexta-feira.
Em breve estarei postando mais informações sobre o desastre que aconteceu no Japão. Ja ne!

sábado, 5 de março de 2011

Atualizações

Oi galera! Hoje estou postando as atualizações dos animes pra vocês:

Fruits Basket:

Episódio 11

Episódio 12

Episódio 13

Episódio 14

Bleach:

Episódio 80

Episódio 81

Episódio 82

Episódio 83

Episódio 84/85

Ja ne, kombanwa (boa noite) pra todos!!!